Recuperação de celular em esgoto foi chave para investigação
A Polícia Civil de Goiás desvendou o assassinato da corretora Daiane Alves Souza, em Caldas Novas, graças à recuperação de seu celular, que estava escondido em uma caixa de esgoto. O aparelho, que permaneceu submerso em dejetos por 41 dias, foi fundamental para a conclusão do caso. O síndico do prédio, Cleber Rosa de Oliveira, confessou o crime e indicou o local onde havia descartado o celular da vítima após detê-lo.
Tecnologia desvenda segredos de celular escondido
A extração de dados do celular da vítima, um Galaxy A23 da Samsung, foi realizada com o uso de um dispositivo especializado, o Cellebrite. Apesar de a família ter fornecido senhas que não funcionaram, a tecnologia conseguiu quebrar a criptografia do aparelho e acessar seus arquivos. O Cellebrite é uma ferramenta utilizada por órgãos de segurança para investigar celulares apreendidos e pode, em alguns casos, recuperar informações recentemente apagadas.
Vídeo gravado pela vítima incrimina síndico e inocenta filho
Um vídeo gravado pela própria Daiane Alves Souza no momento do crime foi uma prova crucial. Acredita-se que ela estivesse gravando em um modo de gravação contínua, o que preservou o arquivo. Nas imagens, é possível ver Daiane encontrando o síndico, Cleber Rosa de Oliveira, no subsolo do prédio, pouco antes de ser atacada. O vídeo também ajudou a polícia a confirmar que Maicon, filho do síndico, não teve envolvimento no crime. O síndico pode pegar uma pena de 30 anos ou mais, sendo indiciado por homicídio triplamente qualificado, motivo torpe, cruel e ocultação de cadáver.
Armadilha no subsolo e versão de tiro acidental desmentida
Segundo a polícia, Daiane foi atraída ao subsolo do prédio com a desculpa de religar a energia de seu apartamento, que teria sido desligada propositalmente pelo síndico. O local do ataque era um ponto cego, sem câmeras de segurança. Ela foi golpeada e a gravação foi interrompida. O laudo cadavérico revelou que Daiane foi baleada duas vezes na cabeça, e as marcas no crânio são incompatíveis com a versão de tiro acidental durante luta corporal apresentada inicialmente por Cleber. O corpo da corretora foi encontrado em 28 de janeiro, o mesmo dia em que o síndico e seu filho foram presos. Cleber confessou o crime e levou os policiais até o local onde o corpo estava, nas margens de uma estrada em Caldas Novas.