EUA apontam cumplicidade em conflito prolongado

Os Estados Unidos lançaram fortes acusações nesta terça-feira (24) durante uma sessão especial de emergência da Assembleia Geral da ONU, afirmando que China, Irã e Coreia do Norte estão fornecendo apoio crucial para a Rússia em sua invasão à Ucrânia. Segundo a representante adjunta dos EUA na ONU, Tammy Bruce, a ajuda desses regimes tem sido um fator determinante para a continuidade do conflito no leste europeu.

“Uma razão pela qual o conflito continua, apesar dos extraordinários custos já impostos à Rússia, é o apoio de terceiros países”, declarou Bruce, em um discurso divulgado pela Missão dos Estados Unidos nas Nações Unidas. A diplomata apelou a todos os Estados-membros da ONU para que “ponham fim a qualquer apoio que facilite a continuação desta guerra deplorável”.

China sob fogo: “Facilitador decisivo” da máquina de guerra

A China foi especificamente apontada como a “facilitadora decisiva da máquina industrial de guerra da Rússia”. Bruce detalhou que Pequim tem exportado bens de uso dual – que podem ter aplicações civis e militares – e continuado a importar petróleo russo. A representante americana ressaltou que, se a China deseja genuinamente a paz, deveria “interromper imediatamente as exportações de bens de uso dual e parar de comprar petróleo russo”.

Coreia do Norte e Irã: Armamento e tecnologia em jogo

A Coreia do Norte foi acusada de fornecer munição, mísseis e até mesmo tropas para a Rússia, o que, de acordo com os EUA, configuraria uma violação de resoluções do Conselho de Segurança da ONU. O Irã, por sua vez, teria enviado drones e tecnologia militar para Moscou. Em um momento da sessão, Cuba também foi mencionada como um país que teria contribuído com o envio de tropas e firmado novos acordos de defesa com a Rússia e Belarus.

EUA buscam cessar-fogo, mas se abstêm em votação

Apesar das acusações, Bruce afirmou que os Estados Unidos acreditam estar “mais próximos de um acordo do que em qualquer momento desde que a guerra começou” e defendeu um cessar-fogo imediato. No entanto, Washington se absteve na votação de uma resolução apresentada na Assembleia, explicando que parte da linguagem utilizada poderia prejudicar as negociações em andamento.

Reação chinesa: Negação e distanciamento

Em resposta às acusações, o embaixador chinês na ONU, Fu Cong, negou que Pequim tenha fornecido armas letais a qualquer uma das partes envolvidas no conflito. Ele afirmou que a China mantém controles rigorosos sobre a exportação de itens de uso dual e declarou que o país “não é criador da crise na Ucrânia nem parte do conflito”. A sessão ocorreu no quarto aniversário da invasão russa à Ucrânia, com o foco principal na busca por uma solução diplomática para o conflito.

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