Um alto funcionário israelense afirmou à agência Reuters que o corpo do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi encontrado após uma série de ataques lançados por Israel e Estados Unidos contra o país persa. Segundo a fonte, a morte teria ocorrido durante a ofensiva que atingiu o complexo onde o aiatolá despachava, considerado um alvo central da operação.
Alegação israelense e a negação iraniana
A informação, no entanto, é contestada por Teerã. A mídia estatal iraniana citou uma fonte próxima ao gabinete de Khamenei, afirmando que o líder “está firme e comandando o campo”. O governo iraniano não confirmou oficialmente a morte, mantendo um cenário de incerteza sobre o destino do aiatolá.
Apoio dos EUA e declarações de Netanyahu
Questionado pela NBC News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse acreditar que a informação sobre a morte é “uma história correta”. Segundo ele, a operação tinha como objetivo eliminar uma ameaça de décadas representada pelo programa nuclear iraniano e impedir que o país desenvolvesse armas atômicas. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que há “muitos sinais” de que Khamenei “não está mais vivo” e afirmou que o complexo do líder foi destruído. Ele também disse que comandantes da Guarda Revolucionária e autoridades ligadas ao programa nuclear foram mortos na ação.
Detalhes da busca e a falta de confirmação
De acordo com a fonte israelense ouvida pela Reuters, o corpo do líder supremo foi encontrado entre os escombros do complexo atingido. Até o momento, não há confirmação independente sobre a identificação formal do corpo. A divergência entre as versões de Israel e do Irã mantém o cenário de incerteza e aguarda-se por provas conclusivas.
Resposta iraniana e escalada regional
O Irã classificou os ataques como “não provocados e ilegais” e respondeu com o disparo de mísseis contra Israel e ao menos outros sete países, incluindo estados do Golfo que abrigam bases militares americanas. Há relatos de explosões também em territórios vizinhos, elevando a tensão e a preocupação com uma escalada ainda maior no Oriente Médio.