Em busca de inovação e crescimento, a Nio, empresa que herdou os ativos de fibra da Oi, está pronta para um novo passo. A companhia decidiu expandir suas operações e entrar no competitivo mercado de internet móvel.
Essa movimentação representa uma nova fase para a empresa, que tem como meta lançar o serviço até o fim do primeiro semestre de 2026. A decisão final sobre a infraestrutura parceira deve ser anunciada em breve.
A Estratégia da Nio no Mercado Móvel
A Nio não construirá sua própria rede de antenas. Ela atuará como uma Operadora Móvel Virtual (MVNO), um modelo que permite oferecer serviços de celular utilizando a infraestrutura de outra empresa.
Essa abordagem estratégica visa otimizar custos e acelerar a entrada no mercado. O CEO da Nio, Márcio Fabbris, está avaliando propostas de três fornecedoras para essa parceria.
O Modelo de Operadora Virtual (MVNO)
O conceito de MVNO é fundamental para entender a jogada da Nio. Em vez de investir em uma rede física cara, a empresa licencia a capacidade de rede de um provedor já estabelecido.
Isso permite à Nio focar na experiência do cliente, no empacotamento de serviços e na expansão de sua marca. O objetivo é criar um ecossistema completo de conectividade.
Quem Pode Ser o Parceiro da Nio?
A Nio está analisando propostas de diferentes tipos de empresas para sua infraestrutura móvel. As opções se dividem em duas categorias:
- Operadoras de Rede Própria: Empresas como Claro, Vivo e Tim, que possuem suas próprias redes de celular.
- Habilitadoras de Redes Virtuais: Companhias especializadas em criar e gerenciar MVNOs, como Surf Telecom, Datora e Vero.
A escolha do parceiro será crucial para a qualidade e alcance do futuro serviço de internet móvel da Nio.
Benefícios e Foco nos Clientes Existentes
O serviço de celular da Nio será inicialmente pós-pago. Ele será oferecido exclusivamente para os atuais clientes de banda larga da empresa.
A Nio tem presença em cerca de 300 cidades e planeja integrar totalmente o novo serviço. A ideia é empacotar a internet móvel junto com a fibra.
O atendimento será unificado, e os clientes terão uma única fatura para ambos os serviços. Além disso, as condições de preço da fibra serão estendidas ao celular até 2028.
Márcio Fabbris admite que o preço não será o principal atrativo. A aposta é fortalecer o portfólio e competir com pequenos provedores de internet, ganhando mercado sobre eles.
A Jornada da Nio Pós-Oi
A Nio nasceu do complexo processo de desmembramento da Oi. A empresa foi constituída em março de 2025, após a venda dos serviços de fibra óptica para a V.tal.
A transição foi marcada por desafios, como a necessidade de construir sistemas próprios em tempo recorde e contratar cerca de mil pessoas. Isso gerou riscos e falhas iniciais no atendimento.
A Nio enfrentou uma perda de 634 mil consumidores entre março de 2025 e janeiro de 2026. Essa queda se deveu a problemas de adaptação e uma base de inadimplência herdada da Oi.
No entanto, a sangria de clientes está diminuindo mês a mês. A expectativa é que a curva se inverta, com a Nio voltando a registrar adições à base até o fim do semestre.
Impacto no Mercado e Expectativas Futuras
A entrada no segmento móvel é vista como um motor de crescimento vital para a Nio em 2026. A empresa busca consolidar sua posição como a terceira maior provedora de banda larga do país.
É importante notar que a Nio dificilmente será uma substituta da Oi em termos de escala ou preços agressivos. Em seu auge, a Oi atendia 42 milhões de pessoas.
Mesmo que a Nio consiga converter metade de seus clientes de fibra para o móvel, alcançaria cerca de 1,8 milhão de usuários. Isso a tornaria a sétima maior fornecedora de internet móvel.
A estratégia da Nio foca na rentabilização da base existente, oferecendo um serviço de valor agregado. Assim, a chegada da Nio não deve gerar um “efeito sistêmico” de redução de preços para o consumidor geral, mas sim fortalecer sua própria oferta.
👍 Este conteúdo foi útil? Clique abaixo para avaliar!
CURTIR AGORA