Imagine estar a centenas de milhares de quilômetros da Terra e ter a vívida impressão de que você está despencando de volta para casa. Essa foi a experiência de Jeremy Hansen, astronauta da missão Artemis 2, que descreveu a inusitada sensação de “cair do céu” durante a jornada rumo à Lua.
A Jornada Inédita de Jeremy Hansen
O astronauta canadense Jeremy Hansen, de 50 anos, faz parte da tripulação histórica da Artemis 2. Ele é o primeiro canadense a embarcar em uma viagem lunar, marcando um novo capítulo na exploração espacial.
Junto com os americanos Victor Glover (49) e Reid Wiseman (50), Hansen já ultrapassou o ponto médio entre a Terra e a Lua. Eles estão a mais de 241 mil quilômetros de distância de casa.
A missão Artemis 2 realizará o primeiro sobrevoo lunar tripulado em mais de meio século, previsto para esta segunda-feira (6). Este feito representa um passo crucial para o retorno da humanidade à superfície lunar.
Vistas Extraordinárias e a Distância da Terra
Desde as primeiras horas a bordo da cápsula Orion, Hansen e seus colegas têm testemunhado paisagens indescritíveis. A Terra, outrora imensa, agora parece um ponto cada vez menor no vasto espaço.
Os astronautas relatam que, após um breve descanso, a Terra já estava incrivelmente distante. Essa percepção da escala é um dos momentos mais impactantes da viagem.
Observando a Bacia Oriental
Victor Glover destacou a clareza com que puderam observar formações geológicas da Lua. A Bacia Oriental, por exemplo, não é totalmente visível da Terra, confirmando a perspectiva única que eles possuem.
“É especial a vista que temos, e a Terra está bem pequena e a Lua, definitivamente ficando maior”, afirmou Glover, resumindo a transformação do cenário ao longo da viagem.
A Manobra que Gerou a Sensação de Queda
A sensação de “cair do céu” foi experimentada por Hansen após a injeção translunar. Esta é uma manobra de propulsão crítica que impulsiona a Orion para fora da órbita terrestre em direção à Lua.
Antes de seguir rumo ao satélite natural, a cápsula voou a menos de 200 quilômetros ao redor da Terra. Foi nesse momento de proximidade e posterior afastamento que Hansen sentiu que iriam “se chocar contra ela”.
“É incrível. Na verdade, nos desviamos dela. Estava tão perto… Foi realmente fenomenal”, descreveu Hansen, enfatizando a precisão e a emoção da manobra.
Próximos Passos e o Legado da Missão
A Orion está programada para, no quinto dia desta missão de dez dias, entrar na esfera de influência lunar. Neste ponto, a atração gravitacional da Lua superará a da Terra.
Jeremy Hansen, que ingressou na agência espacial do Canadá em 2009 após ser piloto de caça, tem expectativas elevadas para os próximos dias:
- Observar de perto o lado oculto da Lua.
- Testemunhar um eclipse do Sol atrás da Lua, um evento raro e espetacular.
Questionado sobre conselhos para as novas gerações, Hansen incentivou a “seguir suas paixões, mas também a compartilhar suas paixões com os outros”. Ele ressaltou a importância do trabalho em equipe para alcançar grandes feitos.
“Para alcançar grandes feitos como o que estamos fazendo nesta cápsula, viajar até a Lua, voar ao redor da Lua, é preciso uma grande equipe por trás de nós. E isso vale para todos nós em nossas vidas”, concluiu o astronauta.
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