Rússia emite aviso sobre Groenlândia
A Rússia declarou nesta quarta-feira (11) que tomará medidas técnico-militares caso a Groenlândia seja militarizada com capacidades voltadas contra o país. O alerta foi emitido pelo ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, durante pronunciamento ao Parlamento.
“É claro que, se a Groenlândia for militarizada e capacidades militares forem criadas lá, direcionadas contra a Rússia, tomaremos as contramedidas apropriadas, incluindo as técnico-militares”, afirmou Lavrov. Ele ressaltou que a posição oficial de Moscou é que a questão da Groenlândia “não diz respeito diretamente” à Rússia, cabendo aos Estados Unidos, Dinamarca e aos próprios groenlandeses resolverem a situação, com atenção à opinião dos habitantes da ilha.
Ártico como Zona de Paz
Lavrov reiterou a visão russa de que “o Ártico deve permanecer uma zona de paz e cooperação”. A Rússia tem mantido uma postura cautelosa em relação à potencial anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos, com alguns oficiais russos até questionando a soberania dinamarquesa sobre a ilha, em um aparente jogo de interesses geopolíticos. O presidente Vladimir Putin, por sua vez, chegou a comentar que os planos de “anexar” a Groenlândia por parte da administração Trump “não eram uma ideia maluca”, mas possuíam “raízes históricas”.
Presença Internacional Crescente na Ilha
Paralelamente às declarações russas, observa-se um aumento da presença de outros países na Groenlândia. A França inaugurou recentemente seu consulado em Nuuk, capital da ilha, o primeiro de um país da União Europeia. A medida visa reforçar laços bilaterais e reafirmar a integridade territorial dinamarquesa diante das ambições americanas.
O presidente francês, Emmanuel Macron, tem expressado críticas à postura de Donald Trump em relação à Europa e à Groenlândia, classificando-a como “antieuropeia”. A abertura do consulado francês é vista como um “sinal político” de apoio à soberania dinamarquesa e à cooperação europeia no Ártico.
Canadá Também Amplia Vínculos
O Canadá seguiu a França e também abriu seu primeiro consulado em Nuuk. A decisão, anunciada em dezembro de 2024, mas adiada devido a condições climáticas, reflete um estreitamento das relações entre o país norte-americano e a Groenlândia. O Canadá também tem enfrentado atritos com a administração Trump em questões comerciais e políticas.