Prazo para medidas preventivas depende de detalhes sobre falhas na IA Grok

A plataforma de rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, solicitou à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) uma reavaliação do prazo de cinco dias para a adoção de medidas contra a geração de conteúdo sexual indevido em sua ferramenta de inteligência artificial, o Grok. A empresa argumenta que o cronograma só deve ser contabilizado a partir do momento em que as autoridades fornecerem detalhes mais precisos sobre os testes realizados na ferramenta.

X nega ligação com domínio de terceiros e pede suspensão de medidas

Em resposta a um despacho conjunto da ANPD, Ministério Público Federal (MPF) e Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), o X afirmou que um aplicativo associado ao domínio grokimagine.ai, mencionado em relatórios iniciais do processo, não possui qualquer vínculo com a empresa ou com o serviço Grok. A companhia ressalta, contudo, que ainda não é possível confirmar se os testes conduzidos pelas autoridades foram, de fato, realizados neste domínio de terceiros, devido à falta de informações fornecidas pelos órgãos reguladores.

Órgãos reguladores apontam falhas persistentes e falta de evidências de mitigação

O despacho conjunto, protocolado na última quinta-feira, exige que o X tome providências contra a criação de imagens de crianças e adolescentes em contextos sexualizados e de adultos sem consentimento. Os órgãos apontaram que testes técnicos indicaram a persistência de falhas na ferramenta Grok e que a empresa não apresentou evidências concretas da eficácia das medidas de mitigação implementadas. As autoridades advertiram que o descumprimento pode acarretar em sanções mais rigorosas, como multas e ações judiciais.

Plataforma alega falta de informações mínimas para verificar resultados dos testes

O X argumentou em sua petição que a nota técnica que embasou as medidas preventivas carece de informações essenciais. Segundo a empresa, não foram detalhados o tipo de modalidade do Grok utilizada nos testes, os prompts específicos empregados e nem mesmo os resultados obtidos que corresponderiam às características indicadas pelas autoridades. A plataforma solicitou a suspensão imediata das medidas preventivas caso seja comprovado que as imagens em questão foram geradas em um domínio externo, destacando que o Grok opera nos domínios grok.com e dentro da própria rede social X.

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