Candidatura de Flávio como alternativa a Bolsonaro

Em entrevista à emissora americana Fox News, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou apoio à pré-candidatura de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência da República. Segundo Eduardo, a decisão de lançar Flávio como candidato surgiu após o ex-presidente Jair Bolsonaro “reconhecer que não poderia disputar o pleito”, devido à sua condenação e prisão. “Muitas pesquisas mostram meu irmão empatado e algumas mostram que ele está um pouco à frente”, afirmou Eduardo, que está nos Estados Unidos.

Estratégia de campanha e críticas ao governo Lula

A estratégia de campanha de Flávio Bolsonaro, de acordo com o ex-deputado, focará em criticar a gestão econômica e a segurança pública do governo Lula. Eduardo acusou o atual presidente de “apoiar o Hamas, aumentar a criminalidade e não fazer um bom trabalho na economia”. Ele também minimizou o risco de fragmentação da direita, argumentando que, em um segundo turno contra Lula, “todos estarão juntos”. Para Eduardo, a presença de múltiplos candidatos de direita pode ser benéfica, pois “todos eles vão criticar Lula”.

Condenação de Jair Bolsonaro e críticas ao STF

Eduardo Bolsonaro reiterou que a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, teve motivação política, impedindo-o de concorrer às eleições. Ele lembrou que Bolsonaro estava em Orlando, nos Estados Unidos, durante os atos de 8 de janeiro de 2023, data que fundamentou a condenação pelo STF. O ex-deputado também criticou o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, que poderia beneficiar condenados nos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro. “Tudo o que o Supremo não gosta, eles dizem que é contra a nossa Constituição. É a maneira que tentam tomar todo o poder sobre o Legislativo e, às vezes, até sobre o Executivo”, declarou.

Perdão presidencial e sanções nos EUA

Eduardo Bolsonaro expressou o desejo de que Flávio Bolsonaro, caso eleito, conceda perdão presidencial ao pai e a outros condenados, incluindo ele mesmo, que também enfrenta processos no Brasil. Ele mencionou ainda que o ministro do STF Alexandre de Moraes o responsabilizaria por sanções impostas pelo governo americano contra o ministro, sua esposa e seu instituto, em 2025. “O juiz do Supremo, Alexandre de Moraes, que foi sancionado pela administração Trump […], me culpa por isso. Mas como ele não tem coragem de processar Trump, Bessent e Rubio, ele está me processando por isso”, disse.

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