Argentina lidera aprovação legislativa do acordo Mercosul-UE
Em um movimento surpreendente e rápido, a Argentina se tornou o primeiro país do Mercosul a obter uma aprovação legislativa para o aguardado acordo comercial com a União Europeia. A Câmara dos Deputados argentina votou favoravelmente ao pacto na noite de quinta-feira, marcando um avanço crucial após mais de 25 anos de negociações.
Milei impulsiona ratificação com foco em benefícios econômicos
O presidente argentino, Javier Milei, defende veementemente o acordo, argumentando que ele trará um novo impulso à economia do país. Milei agiu com celeridade ao incluir o projeto na pauta das sessões extraordinárias de fevereiro, antes do início oficial do período legislativo em março. Ele submeteu o projeto ao Legislativo em 6 de fevereiro, confiante nos inúmeros benefícios que o pacto oferece à Argentina.
Brasil busca agilizar processo para impulsionar competitividade
O Brasil, por sua vez, também iniciou o processo de ratificação, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviando o acordo ao Congresso em 2 de fevereiro, no primeiro dia das sessões legislativas. Lula visa acelerar a aprovação, acreditando que o acordo Mercosul-UE abrirá um novo ciclo de oportunidades para as empresas brasileiras, fortalecendo a competitividade, expandindo exportações e atraindo investimentos. A Câmara dos Representantes brasileira promete dinamizar o processo, com votação prevista para a semana após o Carnaval, antes de seguir para o Senado.
Uruguai e Paraguai também avançam na ratificação
O Uruguai submeteu o projeto ao Parlamento em 10 de fevereiro, com o objetivo de concluí-lo ainda em fevereiro e ser o primeiro a ratificá-lo. O governo uruguaio destaca a importância econômica do acordo para o país. O Paraguai, atual presidente pro tempore do Mercosul, também saudou a assinatura do acordo e vê nele oportunidades significativas para seus produtos de exportação e investimentos, buscando fazer do bloco a melhor plataforma para conexões globais.
Europa enfrenta desafios na ratificação do acordo
Enquanto os países do Mercosul agilizam seus processos internos, a ratificação na Europa enfrenta obstáculos. O processo foi judicializado e pode levar até dois anos para ser concluído. Para que o acordo entre em vigor, é necessária a ratificação tanto por um país do Mercosul quanto pela União Europeia. O Parlamento Europeu aguarda uma decisão do Tribunal de Justiça da UE, embora a Comissão Europeia tenha a opção de implementar o acordo provisoriamente sem a aprovação parlamentar. O Presidente do Conselho Europeu, António Costa, tem incentivado a Comissão a aplicar o acordo assim que este for ratificado por um dos parceiros do Mercosul, uma vez que os 27 Estados-Membros já o aprovaram.