O número de mortos no ataque atribuído a Israel contra uma escola primária para meninas na cidade de Minab, no sul do Irã, subiu para 108, conforme confirmado pelas autoridades iranianas. O incidente, que atingiu a escola Shajareh Tayyebeh, foi classificado pelo presidente Masoud Pezeshkian como um “ato bárbaro” e reacende as tensões em uma região já marcada por conflitos.
Em um comunicado oficial, Pezeshkian condenou veementemente os ataques. “O martírio de dezenas de estudantes inocentes após o covarde ataque dos agressores americanos e sionistas contra centros civis dói nos corações de todo o povo iraniano”, declarou o presidente. Em resposta à tragédia, o governador local declarou dia de luto nacional na província para este domingo (1º).
No momento do bombardeio, cerca de 170 alunas estavam presentes na escola, segundo informações do Ministério Público de Minab. Equipes de resgate continuam as buscas por vítimas sob os escombros, enquanto hospitais da região receberam ao menos 40 feridas, muitas delas com mutilações graves.
Escalada de Ataques e Retaliações
O ataque à escola em Minab ocorre em um cenário de intensificação das hostilidades. Nas primeiras horas da manhã de sábado (28), Israel e Estados Unidos lançaram uma série de ataques contra o território iraniano. Explosões foram registradas em cidades importantes como Teerã, a capital, Tabriz, no noroeste, e Isfahan, na região central do país.
O Irã respondeu prontamente aos bombardeios, com a Guarda Revolucionária informando o lançamento de mísseis e drones contra bases militares americanas localizadas no Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos, além de centros militares em território israelense.
Outras Vítimas Civis e Desafios de Verificação
Além do ataque à escola, pelo menos 18 civis morreram em um bombardeio conjunto dos Estados Unidos e de Israel na província de Lamerd, também no sul do Irã. A agência de notícias oficial IRNA reportou que os alvos incluíram um complexo esportivo e áreas residenciais, com a maioria das vítimas fatais sendo crianças. Cerca de 100 pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para unidades de saúde.
No entanto, a agência EFE ressaltou que não é possível verificar de forma independente a extensão e os números dos ataques israelenses e americanos na República Islâmica. A imprensa internacional não tem permissão para acessar ou registrar imagens nos locais afetados pelos bombardeios, o que dificulta a confirmação dos dados divulgados pelas autoridades iranianas.