Organização Internacional Progressista lidera movimento que visa desafiar o embargo dos EUA à ilha caribenha.

Ativistas de esquerda anunciaram planos para organizar uma flotilha com destino a Cuba, com o objetivo de entregar ajuda humanitária. A iniciativa, que busca replicar ações semelhantes realizadas anteriormente em direção à Faixa de Gaza, tem como um de seus principais organizadores David Adler, coordenador geral da ONG Internacional Progressista. Adler foi um dos líderes da tentativa de levar mantimentos ao enclave palestino no ano passado, ação que foi interceptada pela Marinha de Israel.

Reunião para Definir Rotas e Data da Flotilha Ocorre em Breve

Adler informou que uma reunião inicial para definir os portos de partida da flotilha está agendada para o próximo domingo, dia 15. Em entrevista ao jornal espanhol El País, ele criticou veementemente a política do governo dos Estados Unidos em relação a Cuba, afirmando que o país está “asfixiando o povo cubano”, que enfrenta escassez de luz, comida e medicamentos. Segundo o ativista, essas condições configuram uma crise humanitária.

Comparação com Gaza e Acusações de Punição Coletiva

O coordenador da Internacional Progressista comparou a situação em Cuba com as condições observadas na Faixa de Gaza. “Não estou exagerando quando digo que estamos vendo em Cuba a mesma estratégia que Israel aplicou ao povo de Gaza: um cerco, um ato de punição coletiva que viola todos os aspectos do direito internacional”, declarou Adler. A Internacional Progressista confirmou que a iniciativa conta com o apoio de políticos de esquerda, incluindo as deputadas María Fernanda Carrascal, da Colômbia, e Rashida Tlaib, dos Estados Unidos.

Contexto Histórico e Sanções Americanas

A notícia relembra o episódio de outubro do ano passado, quando Israel interceptou barcos da Flotilha Global Sumud a caminho de Gaza, alegando a existência de um bloqueio naval. O governo israelense sustentou que a ação tinha motivações políticas, pois os ativistas teriam recusado propostas para entregar os suprimentos em portos alternativos. A ativista sueca Greta Thunberg, figura conhecida entre os participantes da flotilha anterior, pode ser convidada para a iniciativa rumo a Cuba, embora não haja confirmação oficial. No final de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou novas tarifas sobre produtos importados de países que enviam petróleo para Cuba, citando preocupações com segurança nacional e a influência de Rússia e China na ilha. Em resposta, o México suspendeu seus envios de petróleo, agravando a crise cubana, enquanto a Rússia anunciou que em breve enviará petróleo para desafiar as medidas americanas.

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