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Atenção Diminui, Necessidades Aumentam

Quatro anos após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, o engajamento político e as doações internacionais têm demonstrado sinais de declínio. No entanto, a crise humanitária resultante dos contínuos ataques russos permanece grave. Em resposta a essa “fadiga do doador”, a comunidade ucraniana no Brasil organiza um dia de mobilização para reavivar o apoio popular e político.

Atos de Solidariedade e Novas Prioridades de Doação

Neste domingo (22), manifestações em prol da população ucraniana ocorrerão em São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro, segundo a Representação Central Ucraniano-Brasileira (RCUB). A guerra completa seu quarto ano na terça-feira (24) sem perspectivas de um acordo de paz. Clara Magalhães, voluntária da Frente BrazUcra, que atuou intensamente no início do conflito, relata a diminuição significativa nas doações de itens. “Hoje tem menos doações, então é muito mais complicado encher o carro ou uma van constantemente”, afirma. A prioridade agora são doações em dinheiro, que facilitam a logística e reduzem custos de transporte internacional. A necessidade mais premente, além de alimentos e itens de higiene, são geradores portáteis, essenciais para enfrentar os apagões que chegam a durar mais de 18 horas, com temperaturas que atingem -15 graus Celsius, devido aos ataques russos à rede elétrica.

Campanhas e Mobilização Política

A RCUB, em parceria com a Metropolia Católica Ucraniana, tem realizado campanhas para a compra de pequenas centrais elétricas, que custam cerca de R$ 8 mil cada. Oito geradores já foram doados a hospitais e centros de refugiados em diversas cidades ucranianas. Júlia Regina Bordun Bertoldi, vice-presidente da RCUB, destaca que a diáspora ucraniana no Brasil está intensificando seus esforços diante da crise humanitária agravada e do silenciamento midiático sobre a guerra. Além das ações humanitárias, busca-se gerar mobilização política para alertar sobre as tentativas de Moscou de normalizar a invasão e expandir sua influência no Brasil, especialmente após recentes reuniões de alto escalão entre Rússia e o governo brasileiro.

Brasileiros na Linha de Frente

Desde 2022, voluntários brasileiros têm se alistado para lutar na Ucrânia, motivados por razões humanitárias, pelo desejo de ajudar o próximo ou, em alguns casos, por pagamentos e experiência militar. O paranaense Adilson de Andrade Ganzert, que já realizou duas viagens para auxiliar na defesa ucraniana, enfatiza que o motivo principal deve ser humanitário. “Se você for, não vá pelo dinheiro, porque por isso não vale a pena”, alerta. O Itamaraty estima que pelo menos 23 brasileiros tenham morrido no conflito, embora a embaixada da Ucrânia não incentive nem recrute cidadãos para a guerra.

Agenda de Mobilização

Os atos de apoio “4 anos de Guerra” ocorrerão em São Paulo no domingo (22), às 11h30, na Avenida Paulista, 1313 (em frente à Fiesp). Em Curitiba, o ato será às 15h30, na Praça da Ucrânia. No Rio de Janeiro, uma manifestação está agendada para o dia 28, às 16h, em frente ao Copacabana Palace. Haverá também uma missa pela paz e pelas vítimas no domingo (22), às 10h, em São Paulo, na Paróquia Nossa Senhora Imaculada Conceição, na Rua das Valerianas, 169, Vila Zelina.

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