Ações Militares e Busca por Alianças
Diante da crescente pressão de Donald Trump, o Irã intensificou seus preparativos militares e diplomáticos. O país realizou grandes manobras com mísseis, drones e forças especiais no sul do território e no Golfo Pérsico. Em paralelo, busca reforçar suas defesas com acordos internacionais, negociando a compra de sistemas de defesa aérea da Rússia e mísseis supersônicos da China, visando afastar a presença naval americana na região.
Liderança e Estrutura de Defesa
Embora o líder supremo Ali Khamenei permaneça no topo, poderes importantes foram delegados a Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional. Larijani tem conduzido o país, auxiliado por um novo Conselho de Defesa, focado especificamente na preparação para cenários de guerra. Essa reestruturação visa garantir a sobrevivência do regime em caso de conflito direto.
Exigências de Trump e Hesitação Iraniana
O presidente americano estabeleceu um ultimato de duas semanas para que o Irã paralise seu programa nuclear, interrompa a fabricação de mísseis balísticos e cesse o financiamento a grupos armados que desestabilizam o Oriente Médio. Em troca, as sanções econômicas poderiam ser aliviadas. Contudo, os líderes iranianos veem o programa nuclear e os mísseis como ferramentas de dissuasão essenciais para desencorajar ataques, considerando um sacrifício desses recursos uma vulnerabilidade estratégica.
Riscos de Escalada no Oriente Médio
Analistas alertam para o risco de uma escalada regional caso o Irã responda a um eventual ataque com baixas militares americanas. Teerã já sinalizou que países vizinhos que apoiarem os EUA sofrerão consequências, e posicionou lança-mísseis em locais estratégicos com o objetivo de atingir bases americanas e aliados como Israel. A situação aumenta a tensão na já volátil região do Oriente Médio.