Microsoft explora supercondutores para a próxima geração de data centers
A Microsoft está investigando o uso de linhas de energia supercondutoras em seus data centers, uma iniciativa que pode acelerar significativamente a expansão de seus armazéns de servidores nos Estados Unidos e aumentar a eficiência energética. A empresa busca contornar as limitações do sistema elétrico americano, que tem dificultado o rápido crescimento necessário para suportar tecnologias emergentes como a inteligência artificial.
Eficiência e compactação com cabos de alta temperatura
Testes recentes com cabos supercondutores de alta temperatura, que utilizam um material semelhante à cerâmica, demonstraram a capacidade de transmitir a mesma quantidade de eletricidade que os cabos tradicionais, mas ocupando consideravelmente menos espaço. Husam Alissa, líder da Equipe de Tecnologia de Sistemas na Microsoft, destacou que essa tecnologia permite aumentar a densidade de potência sem a necessidade de expandir a área física das instalações. Além disso, a redução no tamanho da infraestrutura de transmissão de energia pode diminuir o impacto visual e comunitário.
Redução de tempo e infraestrutura
A adoção desses cabos, ainda inéditos em data centers, tem o potencial de encurtar o tempo de energização das novas e gigantescas instalações. A Microsoft vislumbra a possibilidade de aumentar a densidade elétrica interna sem a necessidade de construir subestações adicionais. Embora o investimento e o cronograma de implementação não tenham sido divulgados, a tecnologia promete otimizar o uso do espaço e dos recursos energéticos.
O desafio energético e o investimento em inovação
O consumo de eletricidade por data centers nos EUA está projetado para triplicar até 2028, atingindo cerca de 12% do fornecimento total de energia do país, segundo pesquisas governamentais. Cada novo complexo de data center pode demandar mais de um gigawatt de eletricidade, o suficiente para abastecer aproximadamente 750.000 residências. Para enfrentar esse desafio, a Microsoft tem investido em empresas do setor de supercondutividade, como a VEIR, fabricante de cabos e sistemas de refrigeração. A VEIR já realizou testes com cabos avançados que são mais de 10 vezes menores e mais leves que os convencionais, permitindo uma pegada física reduzida para os data centers.