O Papa Leão XIV manifestou, neste domingo (1º), sua profunda solidariedade às vítimas das chuvas que têm castigado Minas Gerais. Após a oração do Angelus, no Vaticano, o Pontífice expressou sua proximidade com a população brasileira, que enfrenta uma das maiores tragédias naturais da história recente do estado, com mais de 70 mortos e milhares de desabrigados.
“Estou próximo à população do Estado brasileiro de Minas Gerais, atingida por violentas inundações. Rezo pelas vítimas, pelas famílias que perderam sua casa e por todos os envolvidos nos esforços de socorro”, afirmou o Papa, em um gesto de apoio e conforto espiritual.
A Devastação em Minas Gerais
As chuvas intensas de fevereiro de 2026 já são consideradas um dos eventos mais severos da região. O acumulado pluviométrico, que chegou a cerca de 750 mm segundo dados da UFJF, provocou deslizamentos de terra, alagamentos e destruição generalizada em diversos bairros e cidades. Juiz de Fora, por exemplo, contabiliza 64 mortes, enquanto Ubá registrou sete vítimas fatais. As equipes de resgate, incluindo a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros, seguem incansavelmente nas buscas por desaparecidos, entre eles um menino de 9 anos. Mais de 8 mil pessoas perderam suas casas e estão desabrigadas, dependendo de abrigos e da solidariedade.
Mobilização da Igreja Católica no Brasil
Em resposta à calamidade, a Igreja Católica no Brasil também se mobilizou. No último dia 25, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota de pesar e solidariedade, conclamando os fiéis a se unirem em apoio às vítimas. A Arquidiocese de Juiz de Fora, uma das áreas mais afetadas, agiu prontamente, criando uma comissão para atender às necessidades urgentes das famílias em Juiz de Fora e Matias Barbosa. O objetivo é coordenar ações emergenciais e oferecer apoio fraterno.
Rede de Solidariedade e Doações
Para otimizar os esforços, a Arquidiocese de Juiz de Fora instituiu o “Centro de Informações SOS Arquidiocese”, um canal vital para organizar e direcionar as doações. Dom Gil Antônio Moreira destacou a importância da união:
“Todas as paróquias são pontos centrais de doação para atender nossos irmãos atingidos por essa calamidade. Se alguém quiser fazer doações, sobretudo de material de limpeza e alimentos não perecíveis, pode levá-las às paróquias. Assim, estamos unidos, em nome de Cristo, para ajudar, por meio da nossa fé e da nossa caridade, todos aqueles que necessitam de socorro. Deus nos abençoe”, afirmou o Arcebispo.
A mobilização se estende por outras dioceses. Na Diocese de Leopoldina, o bispo dom Edson José Oriolo dos Santos informou que comunidades paroquiais e eclesiais missionárias estão ativamente envolvidas, organizando frentes de trabalho e oferecendo orientação espiritual e apoio material às famílias atingidas, demonstrando a força da fé e da caridade em tempos de adversidade.