Críticas se concentram em supostas “obscenidades” e “depravações” nas letras cantadas em espanhol.

Um grupo de parlamentares republicanos nos Estados Unidos solicitou à Comissão Federal de Comunicações (FCC) que aplique sanções severas contra o cantor Bad Bunny, além de executivos da NFL e da emissora NBC, em decorrência da apresentação do artista durante o intervalo do Super Bowl. A alegação central é que o show teria desrespeitado a legislação ao apresentar conteúdo considerado “obsceno” para a televisão aberta, mesmo que as letras tenham sido cantadas em espanhol.

Parlamentares alegam violação da legislação e pedem “medidas drásticas”.

O congressista republicano Randy Fine foi um dos principais críticos, afirmando que a performance de Bad Bunny violou leis americanas. Segundo ele, se as letras fossem traduzidas para o inglês, justificariam a interrupção da transmissão e a aplicação de multas pesadas. Em uma publicação na rede social X, Fine classificou o show como “ilegal” e descreveu trechos das músicas como “obscenidade pornográfica”. Ele revelou que os republicanos enviaram uma carta ao presidente da FCC, Brendan Carr, pedindo “medidas drásticas”, que incluem multas e a revisão das licenças de transmissão da NFL e da NBC. A exigência mais controversa foi a solicitação de prisão dos envolvidos no evento.

Traduções de letras e apoio de outros congressistas impulsionam a polêmica.

Fine incluiu em suas críticas supostas traduções para o inglês de trechos das músicas de Bad Bunny, citando termos como “dick”, “ass” e “fuck”, palavras que, segundo ele, são proibidas na TV aberta nos EUA. No entanto, a imprensa americana aponta que o cantor teria omitido essas palavras durante a transmissão. O congressista republicano Andy Ogles endossou a iniciativa, enviando uma carta ao Comitê de Energia e Comércio da Câmara. Ogles solicitou uma investigação legislativa formal contra a NFL e a NBC, acusando a emissora e a liga de “facilitarem uma transmissão indecente” e de “glorificar a sodomia e outras depravações”.

Show celebrou cultura latina e presidente da FCC tem histórico conservador.

O show de Bad Bunny, que teve cerca de 13 minutos de duração, foi divulgado pelos organizadores como uma “celebração da cultura porto-riquenha e latina”. Brendan Carr, presidente da FCC e indicado pelo ex-presidente Donald Trump, é conhecido por suas posições conservadoras e já defendeu em outras ocasiões ações regulatórias contra emissoras por conteúdos considerados inadequados. A escolha de um artista com histórico crítico a Trump para o intervalo do Super Bowl já havia gerado reações de setores conservadores e do próprio ex-presidente.

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