Rússia reforça apoio a Cuba com envio de petróleo
Em um movimento que intensifica as tensões geopolíticas, a Rússia anunciou nesta quinta-feira (12) que enviará em breve um carregamento de petróleo e derivados para Cuba. A iniciativa é apresentada como uma forma de ajuda humanitária para mitigar os efeitos do embargo energético imposto pelos Estados Unidos à ilha caribenha. A última vez que Moscou forneceu petróleo bruto a Havana foi em fevereiro de 2025, com uma remessa de 100.000 toneladas.
Turistas russos desaconselhados a visitar Cuba
Paralelamente ao envio de suprimentos, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, recomendou que os cidadãos russos se abstenham de viajar a Cuba para fins turísticos. A recomendação se estende às operadoras de turismo e agências de viagens, que foram instruídas a suspender a venda de passagens e a organização de passeios para a ilha. As companhias aéreas russas também interromperão temporariamente os voos para Cuba após a evacuação de turistas que já se encontram no país.
Cuba enfrenta escassez de combustível para aviação
A decisão russa ocorre em um momento crítico para a ilha. O regime cubano já havia alertado companhias aéreas internacionais sobre a iminente falta de combustível para aviação, o que poderia impactar o tráfego aéreo. A Rússia é o segundo maior mercado emissor de turistas para Cuba, atrás apenas do Canadá, com 131.000 viajantes em 2025, o que demonstra a relevância da suspensão dos voos para a economia cubana.
Kremlin minimiza escalada de tensões com os EUA
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia não deseja uma escalada de tensões com os Estados Unidos, mas minimizou a importância das relações comerciais atuais entre os dois países. A declaração surge em resposta às ameaças americanas de impor tarifas sobre produtos importados de países que fornecem petróleo a Cuba. Peskov ressaltou que o intercâmbio comercial entre Rússia e EUA é praticamente inexistente no momento. Outros países, como o México, também têm manifestado apoio a Cuba, criticando as tarifas americanas e classificando-as como “muito injustas”.