O número de vítimas fatais em um ataque atribuído a Israel contra uma escola primária para meninas no sul do Irã subiu para 85. O incidente, que atingiu a escola Shajareh Tayyebeh, em Minab, provocou forte condenação do governo iraniano e intensificou a já tensa situação no Oriente Médio.

Condenação e Acusações Iranianas

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, classificou o ataque como um “ato bárbaro” e condenou veementemente a ação. Em um comunicado oficial, Pezeshkian afirmou que “o martírio de dezenas de estudantes inocentes após o covarde ataque dos agressores americanos e sionistas contra centros civis dói nos corações de todo o povo iraniano”, responsabilizando diretamente Israel e Estados Unidos pelo ocorrido.

No momento do ataque, a escola abrigava 170 alunas. Além das 85 mortes confirmadas, o Ministério Público de Minab informou que equipes de resgate continuam trabalhando na busca por vítimas sob os escombros. Hospitais locais receberam ao menos 40 feridas, muitas delas com mutilações graves, evidenciando a brutalidade do bombardeio.

Escalada de Ataques e Resposta Iraniana

A tragédia em Minab ocorre em um contexto de escalada de hostilidades. Nas primeiras horas da manhã deste sábado (28), Israel e Estados Unidos lançaram uma série de ataques contra o território iraniano. Explosões foram reportadas em diversas cidades, incluindo a capital Teerã, Tabriz (no noroeste) e Isfahan (na região central do país).

Em resposta, o Irã não demorou a reagir. A Guarda Revolucionária informou que mísseis e drones foram lançados contra bases militares americanas localizadas no Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos, além de centros militares em território israelense, sinalizando uma perigosa retaliação em larga escala.

Dificuldade de Verificação Independente

A agência de notícias EFE ressaltou a dificuldade em verificar de forma independente a extensão e o impacto dos ataques israelenses e americanos na República Islâmica. A imprensa internacional não tem permissão para acessar ou registrar imagens nos locais afetados pelos bombardeios, o que impede uma checagem externa das informações divulgadas por ambos os lados do conflito.

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