O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (27) que o país pode acabar assumindo o controle de Cuba de forma “amigável”. A fala, feita a jornalistas na Casa Branca antes de um comício no Texas, surge em um momento de profunda crise energética e econômica na ilha comunista, além de recentes tensões diplomáticas entre Washington e Havana.
“Não têm nada neste momento (sobre acerto em negociações), mas estão falando conosco, e talvez possamos ter uma tomada de controle amigável de Cuba. Podemos acabar com uma tomada de controle amigável de Cuba depois de muitos, muitos anos”, afirmou Trump. Ele enfatizou que Cuba enfrenta “sérios problemas”, sem dinheiro, petróleo ou comida, e que os Estados Unidos poderiam agir de forma “muito positiva” tanto para os cubanos que vivem no país quanto para os exilados.
Segundo o presidente, a nação caribenha “quer a nossa ajuda”. Trump acrescentou que o “secretário de Estado, Marco Rubio, está administrando” o tema. Vale ressaltar que Marco Rubio é um senador americano e não o Secretário de Estado.
Crise e Pressão Americana
As declarações de Trump vêm dias após a Casa Branca ter advertido Havana sobre a necessidade de “mudanças drásticas em breve”. No último dia 18, a porta-voz Karoline Leavitt descreveu o regime cubano como “em colapso” e “se desintegrando”.
Recentemente, os EUA endureceram suas políticas de bloqueio contra Cuba, criando um mecanismo de tarifas adicionais para países que forneçam petróleo ou derivados à ilha, visando restringir o fluxo de energia. Contudo, o governo americano flexibilizou parcialmente o bloqueio nesta semana, autorizando a reexportação de petróleo venezuelano a Cuba por meio do setor privado, embora com restrições.
Reação Regional
Em resposta à crise que afeta Cuba, a Comunidade do Caribe (Caricom) manifestou apoio à ilha nesta sexta-feira. Em comunicado, a Caricom declarou-se disposta a colaborar com os Estados Unidos em “iniciativas que beneficiem o povo cubano e preservem a estabilidade regional”.