Zhipu AI Avança com GLM-5
A companhia chinesa Zhipu AI anunciou o lançamento de seu mais novo modelo de inteligência artificial, o GLM-5. A novidade se insere em um cenário de intensa competição na China, onde diversas empresas têm revelado versões aprimoradas de suas tecnologias de IA antes das celebrações do Ano Novo Lunar.
Capacidades do Novo Modelo
O GLM-5, que opera em código aberto, destaca-se por suas funcionalidades aprimoradas em codificação e pela capacidade de executar tarefas complexas de longa duração. Segundo reportagens da mídia chinesa, o modelo tem demonstrado um desempenho comparável ao Claude Opus, da rival Anthropic, em testes de benchmark focados em programação.
O Cenário Competitivo da IA na China
O lançamento do GLM-5 ocorre em um momento de efervescência no setor de IA na China. Na semana anterior, a ByteDance apresentou o Seedance 2.0, um modelo de geração de vídeo que gerou grande repercussão nas redes sociais por sua capacidade de criar imagens de alta qualidade. Poucos dias antes, a Kuaishou já havia apresentado seu modelo Kling 3.0. A Zhipu AI é reconhecida como um dos “tigres da IA” da China, um grupo de startups promissoras que buscam a liderança global no desenvolvimento dessa tecnologia, disputando espaço com os Estados Unidos.
Investimentos e Ambições Futuras
A Zhipu AI, assim como sua rival MiniMax, abriu capital na Bolsa de Valores de Hong Kong no último mês. As ações de ambas as empresas registraram alta expressiva, refletindo a confiança dos investidores no potencial de crescimento dessas companhias impulsionado pelo boom da IA na China. O GLM-5 sucede atualizações anteriores, como as versões 4.7 e 4.6, lançadas respectivamente no mês passado e em setembro. A empresa tem posicionado seus modelos como ferramentas com fortes capacidades de programação e aptas a executar tarefas sequenciais. Embora a maior parte de sua receita provenha do mercado interno chinês, a Zhipu AI nutre ambições de expansão internacional. O CEO Zhang Peng mencionou em setembro que a receita no exterior começava a apresentar crescimento, apesar de a empresa ainda não competir diretamente com modelos norte-americanos em termos de base de usuários.