Governo em Turbulência com Demissão de Secretário do Gabinete

O governo do Reino Unido enfrenta uma crise interna cada vez mais profunda, com a saída de Chris Wormald, secretário do gabinete e diretor do Serviço Civil, nesta quinta-feira (12). A demissão ocorre por “mútuo acordo” e marca a terceira renúncia de um membro de alto escalão em menos de sete dias, intensificando a pressão sobre o primeiro-ministro Keir Starmer.

Um Mandato Breve e Polêmico para o Secretário do Gabinete

Chris Wormald, que assumiu o cargo em dezembro de 2024, se torna o secretário de gabinete com o menor tempo de serviço na história britânica. Rumores na imprensa local apontavam para uma insatisfação de Starmer com o desempenho de Wormald. “Sou muito grato a sir Chris por sua longa e distinta carreira no serviço público… Concordei com ele que deixará o cargo de secretário do gabinete hoje”, declarou Starmer em comunicado, desejando “tudo de bom para o futuro” ao agora ex-secretário.

Escândalo de Jeffrey Epstein e Renúncias Anteriores

A saída de Wormald segue as renúncias de Morgan McSweeney, chefe de gabinete e principal assessor de Starmer, no domingo (8), e de Tim Allan, diretor de Comunicação, na segunda-feira (9). McSweeney admitiu ter recomendado a nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, um nome que foi posteriormente destituído após a revelação de seus laços com o falecido financista Jeffrey Epstein. Allan, por sua vez, alegou que sua saída visa “permitir que se construa uma nova equipe em Downing Street”. Starmer reconheceu ter conhecimento dos vínculos de Mandelson com Epstein na época da nomeação, mas afirmou ter sido “mentido” sobre a “extensão” desse relacionamento.

Pressão sobre Starmer e Pedidos de Renúncia

Apesar das renúncias e do escândalo envolvendo Epstein, que já atingiu outros governos, Keir Starmer tem reiterado que não pretende renunciar ao cargo, que ocupa desde 2024. No entanto, a oposição e até mesmo aliados políticos, como Anas Sarwar, líder do Partido Trabalhista Escocês, têm solicitado sua saída. Pesquisas de opinião indicam altos índices de desaprovação ao trabalho do primeiro-ministro, adicionando mais um elemento à crescente crise política no Reino Unido.

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